| |
O
telefone celular e a saúde
Como reduzir os riscos biológicos
Roger Santini
Precisamos tomar medidas eficazes
de proteção contra os campos eletromagnéticos
para:
- crianças de tenra idade (creches, escolas ...);
- gestantes;
- pessoas idosas (asilos ...);
- doentes imunodeficientes;
- pessoas hipersensíveis às ondas eletromagnéticas.
Convém lembrar que foram detectados graves
efeitos biológicos das hiperfrequências e das freqüências
extremamente baixas (ELF). Na exposição contínua
da população ou na utilização repetida
de um telefone celular, nada escapa do efeito cumulativo dessas
ondas eletromagnéticas. Ninguém pode prever os efeitos
biológicos que podem resultar.
Proteção frente às torres
de telefonia celular
Precisamos evitar a instalação de torres de telefonia
celular a menos de 300m de áreas em que vivem grupos sensíveis
devido a sua idade ou ao seu estado de saúde.
Nos locais habitados, a densidade de potência em hiperfreqüências
não deve ultrapassar 0,1 mW/cm2
(ou seja, 0,6 V/m).
Uma torre de telefonia celular só deve ser instalada
após informação da população
local e um consenso entre a população, as autoridades
e o pessoal de saúde.
Após a implantação de uma torre de telefonia
celular, é importante que haja um controle regular da
poluição eletromagnética do meio ambiente,
bem como levantamentos do estado de saúde das pessoas
expostas.
No meio urbano, as áreas onde a exposição às
hiperfreqüências é mais intensa deve haver
cartazes e sinais apropriados.
Ao tratar as pessoas expostas de modo crônico às
ondas eletromagnéticas geradas pelas torres de telefonia
celular, o médico precisa estar atento a certos sintomas:
síndrome das microondas, fadiga ocular, problemas auditivos,
depressão, fracasso de tratamentos médicos, envelhecimento
acelerado de certas funções fisiológicas,
aceleração de processos tumorais, aparecimento
de doenças neurodegenerativas, diminuição
da libido...
Um acompanhamento médico específico e regular
deve ser adotado para os trabalhadores encarregados da manutenção
das torres de telefonia celular, principalmente se eles atuarem
quando as torres estiverem em operação
(o que acontece na maioria dos casos), provocando uma exposição em
campo próximo.
Proteção
no uso do telefone celular
O usuário de telefone celular deve tomar diversos cuidados
como medida de prevenção, devido a sua exposição em
campo próximo:
usar o telefone celular, de preferência, em condições
de boa transmissão dos sinais com as torres para utilizar
apenas o mínimo de potência útil;
em espaços abertos, certos fenômenos meteorológicos
(chuva, neblina, neve...) são desfavoráveis à transmissão
das mensagens e requerem uma potência útil mais
elevada durante a comunicação;
em espaços fechados, convém evitar o uso do celular
em subsolos, estacionamentos ou garagens subterrâneas,
em virtude das dificuldades de transmissão;
é aconselhável encurtar a comunicação
telefônica até chegar em uma área com melhores
condições para a transmissão;
é conveniente não levar o telefone ao ouvido,
enquanto a comunicação não tiver sido estabelecida,
pois a busca requer uma potência mais elevada. Durante
a busca devemos prever um afastamento de 20 a 30 cm;
o portador de óculos com hastes de metal deve levar
em conta uma absorção mais intensa das hiperfreqüências
ao nível do olho mais próximo do celular;
não devemos posicionar o telefone celular na frente
do rosto para reduzir a penetração das hiperfreqüências;
o telefone deve ficar alguns centímetros longe do ouvido
durante a comunicação. O uso de um kit “viva
voz” constitui uma boa solução para
afastar o telefone da cabeça do usuário;
o telefone com antena comprida é preferível a
um telefone dotado de antena curta;
enquanto estiver ligado, o telefone celular continua emitindo
hiperfreqüências e somente seu desligamento (exigido
em hospitais, a bordo de aviões ...) interrompe efetivamente
as transmissões eletromagnéticas;
devemos evitar o uso permanente de um telefone celular ligado à cintura,
pois as ondas eletromagnéticas que ele continua emitindo
penetram o fígado, o estômago, o baço...
Os efeitos biológicos dessa exposição em campo
próximo são perigosos com o tempo;
o proprietário do telefone celular móvel deve
ter em mente que a chamada de seu aparelho em um local de grande
densidade populacional (metrô, trem ...) pode provocar
perturbações eletromagnéticas em um raio
de dezenas de centímetros. Estas perturbações
podem prejudicar os portadores de um marca-passo. O desligamento
do celular é a solução para esse risco potencial;
devido a sua grande sensibilidade, precisamos evitar que as
crianças usem um telefone celular de modo repetido e regular;
o uso do telefone celular deve ser reduzido nos seguintes casos:
durante o tratamento com medicamentos oftalmológicos;
durante perturbações do eletroencefalograma;
durante períodos de depressão, de estresse
ou de fadiga;
durante doenças graves e em caso de deficiência
imunológica;
pelos os portadores de marca-passo.
A antena externa de rádio instaladas no
automóvel deve estar afastada da cabeça do usuário
e, portanto, montada, por exemplo, sobre o porta-malas do carro.
O uso de um telefone celular com antena incorporada, no interior
de um carro, pode provocar — em virtude de fenômenos
de ressonância com as paredes metálicas — um
aumento da exposição do usuário. Convém,
nesse caso, evitar longas conversas telefônicas. O volume
metálico constituído pelo veículo é comparável à cavidade
de um forno de microondas doméstico. Nessa cavidade, as
hiperfreqüências são refletidas pelas paredes
metálicas do forno, para voltar sobre o “alvo”,
que, no caso de um veículo, é a cabeça
do usuário.
Um texto explicando
o modo correto de usar um telefone celular,
a fim de reduzir a exposição do usuário às
radiações não ionizantes,
deveria ser vendido juntamente com o aparelho.
_____
Fonte: Téléphones Cellulaires Danger? Marco
Pietteur, Bélgica
|
|