O raio atômico é uma característica difícil de
ser determinada, pois o número de elétrons que circundam o núcleo não tem
limites bem definidos. Usaremos aqui, de maneira geral, três artificios:
Número de níveis (camadas): quanto maior o
número de níveis, maior será o tamanho do átomo. Se os átomos comparados
tiverem o mesmo número de níveis (camadas), usaremos:
Números de prótons (número atômico Z): o átomo
que apresentar o maior número de prótons exerce uma maior atração sobre os
seus elétrons, o que ocasiona uma diminuição do seu tamanho (atração
núcleo-elétron).
Ou usa-se medir a distância entre dois núcleos
vizinhos, com o auxilio de raios X. A distância entre os dois núcleos
dividida por 2 é igual ao raio atômico.
No gráfico abaixo podemos observar como o raio
atômico varia dentro da tabela periódica. Vemos que ele aumenta da direita
para a esquerda e de cima para baixo.
POTÊNCIAL DE IONIZAÇÃO
O potêncial de ionização é a energia
necessária para "arrancar" um ou mais elétrons de um átomo isolado no
estado gasoso.
X0(g) + e- ==>
X-(g) + energia
A remoção do primeiro elétron, que é o mais afastado
do núcleo, requer uma quantidade de energia denominada primeira energia de
ionização (1a E.I.) e assim sucessivamente. De maneira geral podemos
relacionar a energia de ionização com o tamanho do átomo, pois quanto
maior for o raio atômico, mais fácil será remover o elétron mais afastado
(ou externo), visto que a força de atração que o núcleo exerce sobre o
elétron será menor.
Generalizando:
QUANTO MAIOR O TAMANHO DO ÁTOMO, MENOR SERÁ A
PRIMEIRA ENERGIA DE IONIZAÇÃO.
Logo, a 1a E.I. na tabela periódica varia de
modo inverso ao raio atômico.
AFINIDADE ELETRÔNICA ou
ELETROAFINIDADE
É a energia liberada quando um átomo
isolado, no estado gasoso, "captura" um elétron.
Quanto menor o tamanho do átomo, maior será
sua afinidade eletrônica.
Infelizmente, a medida experimental de
afinidade eletrônica é muito difícil e, por isso, seus valores são
conhecidos apenas para alguns elementos químicos. Além disso essa
propriedade não é definida para os gases nobres.
ELETRONEGATIVIDADE
Eletronegatividade é a capacidade que um átomo
tem de atrair para "si" o par eletrônico que ele compartilha com outro
átomo, numa ligação covalente.
A eletronegatividade dos elementos não é uma
grandeza absoluta, mas, sim, relativa. Ao estudá-la, na verdade estamos
comparando estamos comparando a força de atração exercida pelos átomos
sobre os elétrons de uma ligação. Essa força de atração tem uma relação
com o RAIO ATÔMICO: Quanto menor o tamanho de um átomo, maior será a força
de atração, pois a distância núcleo-elétron da ligação é menor. Também não
é definida para os gases nobres.
A eletronegatividade também determina a polaridade
das moléculas, variando da seguinte forma (ordem decrescente):
F>O>N=Cl>Br>I=S=C>P=H>metais
ELETROPOSITIVIDADE ou CARÁTER
METÁLICO
Eletropositividade é a capacidade de um átomo perder elétrons,
originando cátions.
Ex: Na+
Os metais apresentam elevadas eletropositividades,
pois uma de suas características é a grande capacidade de perder elétrons
(doadores de elétrons). Entre o tamanho do átomo e sua eletropositividade,
há uma relação genérica, uma vez que quanto maior o tamanho do átomo,
menor a atração núcleo-elétron e, portanto, maior a sua facilidade em doar
elétrons. Esta propriedade não está definida para os gases nobres.